segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Ainda vale a pena lutar!

Será que Você pode me olhar nos olhos?
Será que pode ver realmente a minha alma?
Será que Você pode ouvir o meu coração?

Será que ainda vale a pena lutar?

Podes sentir aquilo que sinto?
E quando Você sentir, eu ainda estarei lá?
Será que Você pode mudar o rumo dessa história?

Será que ainda vale a pena lutar?


Mesmo quando nenhum de nós querer mais se sacrificar?
Ou apenas dirá que não pode me ajudar?
Será que nenhum outro, poderia oferecer mais Amor?

Será que ainda vale a pena lutar?

Ouço dizer muitas coisas sobre Ti, mas e a sua Verdade, ainda está por vir?
Não existe um lugar qualquer em que Você não esteja lá?
Não consigo evitar, por mais que eu não queira...

Ainda vale a pena lutar!

LailaMell

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Amor = Sexo = Desejo. Será?

"O desejo sexual é um fenômeno subjetivo extremamente complexo, para cuja origem contribuem significativamente as fantasias sexuais, os sonhos sexuais, a iniciação do comportamento sexual, a receptividade ao e do par sexual, as sensações genitais, as respostas aos sinais eróticos no meio ambiente e muitos outros fatores. Muito ao contrário do que pensam alguns, o desejo sexual do ser humano adulto, maduro e consciente não se resume à simples pulsões fisiológicas, tal como é o caso da vontade de comer ou da vontade de beber. Sexo por impulso, ou seja, exclusivamente biológico, acontece nos animais e no ser humano imaturo, biológica ou mentalmente. No ser humano maduro e consciente considera-se que o desejo sexual seja um complexo vivencial formado por três componentes principais; a biologia, a psicologia e a socialização. Interessa aqui esses três componentes interagindo continuamente uns com os outros. A expressão "desejo sexual" envolve a inclinação humana para o comportamento sexual, o qual tem início tanto na cultura, através da motivação sexual, como na pessoa, através do impulso sexual."  (http://www.psiqweb.med.br)

Existe um certo apelo no sentido de determinar o quanto nosso desejo sexual é "normal ou anormal", nisto entram questões como a quantidade de vezes em que praticamos sexo, as posições, o desempenho, a vontade, se somos fogosos ou não. 


Afinal para muitos, a falta do desejo sexual implica em a pessoa estar de certa forma "doente", ainda que tal pessoa não se sinta assim, aliás, muitas pessoas nem sentem desejo sexual e são satisfeitas e felizes dessa forma, sozinhas ou acompanhadas, essas pessoas se nomeiam ou as nomeiam como assexuadas e não reprimidas ou frigidas. 



Obviamente que o sexo além de ser uma das grandes fontes de prazer, de fazer bem a saúde, é também a única forma natural de reprodução. Mas, apesar disso, nem sempre o desejo sexual vem junto no pacote. 



Podemos nos referir ao sexo como tendo até três funções distintas, porém, não únicas: para fins reprodutivos (procriação); Para fins onde o sexo é apenas usado como fonte de prazer e satisfação de desejos e fantasias sexuais e tudo o que isso implica; E existe ainda a função "espiritual" em que a relação sexual é vista como uma experiência transcendental como ocorre no sexo tântrico (quando praticado de forma correta e ética). 


Não vou discutir aqui qual a melhor ou a pior, porque isso cabe a vivência de cada um e creio que na vida é possível vivenciar essas três funções do sexo, juntas/separadas ou não. A questão importante é a imposição de um desejo sexual comum a todos e esta imposição é a responsável por tantos problemas que enfrentamos como o preconceito e a discriminação em relação ao sexo. 


Como se pode analisar no texto que usei como referência, existem diversas formas de vivenciar ou não este desejo sexual, ou seja, este desejo não é tal como a necessidade de comer e beber afinal nunca ouvimos algo como "fulano(a) morreu por falta de sexo", porém, já ouvimos muitos casos em que as pessoas morrem de sede e de fome. 



Sendo assim creio eu, ser leviano demais afirmar que o sexo é algo fundamental a existência humana, sim, o ser humano existe devido a uma relação sexual, mas, se a intenção não for a de procriar a função do sexo como impulso exclusivamente biológico e fisiológico deixa de existir como obrigação e passa a ser opcional na vida humana, podendo ser vivenciadas de diferentes maneiras.


Então cada um vai ter um tipo de motivação sexual que pode levar ou não ao desejo sexual, o que motiva, o que estimula um pode ser exatamente o que desmotiva ou desestimula o outro. 


Tem pessoas que fazem sexo para saciar o seu impulso, ai vão a procura do outro apenas para se satisfazer. O outro funciona ali como um "objeto saciador, um tira-fome", tão logo a vontade é saciada já não há mais razão de se manter ou querer a pessoa ali do lado, afinal se não estamos mais com fome, paramos de nos alimentar... 



Existem aqueles que fazem sexo para satisfazer o seu Ego, então a pessoa vai a procura do outro para se sentir bem consigo mesma, para se validar como pessoa, então ela faz sexo com o outro para se sentir bonito(a), gostoso(a), ser a "boa de cama". Provar para si mesmo que tem uma ótima performance, ela até quer dar prazer ao outro, mas, apenas para exercer o poder dela no sexo e não necessariamente porque se importa com o prazer do outro. Seria algo como fazer sexo olhando para o espelho e ficar admirando sua própria performance e não a relação sexual em si, que está ocorrendo naquele momento, ou seja, não há uma entrega total nesse sentido, não existe interação, apenas uma conexão superficial focada no prazer dos genitais e nas mais variadas posições e realizações de fantasias sexuais... 



Existem aqueles que fazem sexo por amor ou por ter algum sentimento de afeto pelo o outro, pessoas assim nem sempre sentem desejo sexual pelo o outro, mas, por amarem ou se sentirem afetivamente próximos acham que necessariamente o desejo sexual irá surgir como que num passe de mágica e vai ser obrigatoriamente um desejo ardente e longo, mas, nem sempre esse desejo surgi mesmo a pessoa gostando muito da outra...


Como podemos ver, existem diversas formas de vivenciar o sexo, não só pelas definições acima, como muitas outras. No entanto, o desejo sexual está ligado a motivação sexual que está ligada ao estímulo sexual. O estímulo se inicia no impulso (biológico) sexual de cada pessoa, que pode variar por questões orgânicas, hormonais e psicológicas e a motivação sexual se inicia com a cultura de cada pessoa. 


Quando tentamos definir isso através de regras, padrões, homogenização, muitas pessoas que não se enquadram se sentem inferiores ou aquém dos outros, porque começam a se comparar ou outros começam a compará-las com esses padrões, assim dificilmente a pessoa irá se motivar sexualmente. 



A pessoa em determinado momento poderá até procurar ajuda médica, mas, nem sempre a questão é médica e geralmente a pessoa procura ajuda porque o companheiro(a) está reclamando ou está insatisfeito(a) com o seu desempenho, dificilmente algo poderá ser feito já que a pessoa se sente mal não pela falta do desejo em si e sim porque não quer mais decepcionar o outro.


Não tenho respostas prontas para a resolução do problema da falta do desejo sexual, pois, nem sei se isso é um problema crucial na relação, o que eu acredito é que o desejo passa a ser um problema quando começa a ser padronizado, medido, exigido, obrigatório. 


O que com certeza é válido nesses casos é o autoconhecimento, é se libertar das amarras do que é ser normal ou anormal nesse sentido, é se respeitar, respeitar os seus limites e aprender a respeitar os limites do outro em se querer ou não. É necessário entender que o que me causa excitação, o que me motiva sexualmente, o que me causa desejo nem sempre vai causar o mesmo efeito no outro, ás vezes, irá causar repulsa e afastamento. 



Então se alguém dá muito valor a isso em detrimento a outros aspectos da relação, como por exemplo, afeto, companheirismo... Ao invés de se perder tempo tentando mudar o desejo do outro, seria mais prudente procurar por um(a) parceiro(a) compatível que tem uma motivação e desejo sexual semelhantes as suas. 



Se por acaso a pessoa tem vontade de ter um desejo e desempenho sexual melhores cabe a essa pessoa procurar por ajuda, o outro neste momento pode oferecer seu apoio, mas, não obrigar o outro a se enquadrar ao seu desejo, ou tentar estimulá-la com palavras de efeito como: - "Sei que você tem um grande potencial, só precisa querer, isso vai fazer bem pra você, não é por mim é por você, você precisa se libertar....; Ou coisas como: Meu (minha) ex era assim ou assado na cama, ele(a) não me dava sossego"... 
Palavras como essas só fazem piorar a situação, fazendo o outro se sentir diminuído. Então nada de bancar o super-herói, a(o) terapeuta, nessas horas.


Quem ainda acha que o amor é igual a sexo que é igual ao desejo ou vice-versa, após refletir um pouco sobre tudo o que foi escrito, verá que a coisa não é tão simples e automática assim. 


Observará que esses três componentes podem coexistir, mas, ao mesmo tempo podem existir de forma separada, então uma motivação sexual e um desejo sexual comum a todos não existem. 



Quem vai determinar isso é o autoconhecimento próprio de cada pessoa, a honestidade em se aceitar e a forma com que a pessoa vai lidar com isso. 



Se isso causa ou não sofrimento? Se é necessário fazer algo a respeito para mudar? Quem decidi isso é a própria pessoa e não o outro, o outro não deve jamais servir de parâmetro. 



Porém, o Respeito por si próprio e pelo o outro, devem ser a base de tudo, Sempre!
                                                            

                                                                LailaMell 






segunda-feira, 4 de março de 2013

Um relacionamento só é bom se houver paixão?

Quem nunca assistiu as diversas comédias românticas do cinema ou assistiu a alguma reportagem sobre casais imensamente apaixonados, respirou fundo, e desejou o mesmo para si?

Realmente a paixão nos motiva a ter uma vida mais plena, parece que realmente estamos vivos, sentimos que o outro nos completa e é tudo para nós. Mas, essa sensação não é eterna e obstáculos surgem no caminho. Por mais que quem está apaixonado não queira admitir, a paixão é algo que passa e acaba, acredito que as pessoas podem treinar para manterem a paixão, mas, para isso exige maturidade, decisão, consciência e boa vontade, pois, esta paixão não será mais a paixão química, da forma que a conhecemos e sim, será uma paixão comportamental.

Acho que para o apaixonado não há coisa pior do que não ter sua paixão correspondida, quando isso ocorre, um abismo abre-se diante da pessoa apaixonada, tudo de bom se desfaz, a paixão dá lugar a áquilo que seu significado etimológico diz: "sofrimento", SIM, é isso que a paixão se torna, um grande sofrimento para quem está apaixonado e dependendo das consequências, também para quem é alvo dessa paixão.

Geralmente esta paixão nos cega, nos faz agir somente por esse impulso de querer o outro a qualquer custo, achamos que temos a posse do outro, daí tantos crimes passionais cometidos.

Mas, porque que mesmo sabendo que a paixão pode ter seus maus efeitos colaterais, ela é a primeira coisa que buscamos num relacionamento?

Sim, porque quando não existe paixão num relacionamento, achamos que não há vida, não há afeto...Mas, será mesmo que é assim? Não existe um bom relacionamento sem o elemento paixão?

Bom, acho que isso depende de cada pessoa e da vivência de cada pessoa, da sua personalidade, do seu temperamento. Em minha opinião, quanto mais amadurecemos emocionalmente mais vamos nos distanciando da paixão, pelo menos, no que diz respeito a essa paixão química, por impulso.

Sinceramente acho que um relacionamento sem paixão, pode ser tão bom e cheio de emoção quanto qualquer outro com paixão, depende, obviamente das pessoas envolvidas nesse relacionamento e do que elas querem para ele.

Quando não estamos sob o domínio da paixão, estamos livre para fazer escolhas conscientes, não nos tornamos escravos do impulso, sendo assim, não tomamos atitudes precipitadas e que nos causará arrependimento, com tanta frequência. Pensamos e sentimos as coisas com mais clareza!

Um dos componentes que impulsiona a paixão, com certeza é a atração física e a sexual e geralmente quando ela começa a diminuir, a paixão começa também. Num relacionamento sem paixão, este componente existe, mas, não tem tanto impacto, as pessoas não se relacionam baseadas somente nisso, portanto outros componentes como o respeito, a amizade, a cumplicidade se tornam tão mais importantes quanto a atração que é relativa. Isso faz com que se torne mais simples, de repente, um futuro rompimento, caso seja necessário, sem que uma das partes se sinta tão mal a ponto de odiar a outra, coisa que se torna quase impossível quando estamos apaixonados e o outro termina, a vontade que a pessoa apaixonada tem vai de sentimentos de vingança, até mesmo ficar completamente deprimido.

Quando estamos apaixonados parece que nos esforçamos mais para agradar e fazer com que a relação dê certo, afinal a vontade de ter o outro é muito intensa, mas, como já citado esse mesmo empenho, não sobrevive ao primeiro obstáculo ou ao primeiro indício de mudança ou diminuição da paixão, pois, não há uma maturidade de se prever esses acontecimentos e lidar com eles de forma prática. Já quando não estamos apaixonados, já sabemos que todo o relacionamento passa por mudanças, sabemos que a empolgação inicial se deve ao fato das pessoas envolvidas serem desconhecidas, o mistério nos causa curiosidade e conforme vai havendo intimidade, essa empolgação vai diminuindo, vamos nos descobrindo, mas, isto não é motivo para se esfriar, pois, podemos dar lugar a admiração ao invés da empolgação e agirmos baseados na admiração que temos pelo o outro.

Como se vê a paixão pode ser o que dá a liga, mas, também pode ser o que separa. Um relacionamento sem paixão, baseado em valores e sentimentos mais profundos, se bem aproveitados, nos faz aproveitar a vida ao lado de alguém de forma mais serena, e por que não, divertida?

Achamos que um relacionamento sem paixão, sereno, não é divertido. Pois, não há aquele "caos", aquele impulso, que causa muitas brigas e discussões e geralmente termina numa cama, em meio a beijos ardentes de paixão. Achamos que precisamos sempre estar a beira de um ataque de nervos, precisamos sempre sentir aquele frio na barriga, o famoso "entre tapas e beijos", pois, isto é sinal de que gostamos e de que estamos apaixonados.

Parece não haver o espaço para o bom senso, a doação, o comprometimento, a razão. Mas, volto a dizer, isto tudo depende muito do que as pessoas querem e desejam e de suas personalidades e temperamentos, não é a paixão em si, que faz algo ser ardente e divertido. São as pessoas envolvidas que fazem com que o relacionamento seja assim ou não, não é necessário ter paixão para você fazer coisas divertidas e emocionantes, porque na paixão isto implica em se sentir, eu sinto paixão por isso faço coisas boas, divertidas e excitantes, mas, quando não existe a paixão, você pode simplesmente decidir ser assim.

Eu decido conscientemente tomar tal atitude para ter tal resultado, independente de se sentir essa paixão, claro desde que a pessoa realmente goste da outra, pois, quando não gostamos, não nos importamos com o outro. Então, uma pessoa pode tomar certas atitudes, por exemplo, para apimentar a relação, sem necessariamente sentir esse impulso (que seria natural na paixão), pois, entende que tal atitude vai ajudar a ter um resultado positivo na relação e isso é o que importa. Tudo isso parece muito mecânico e até frio, mas, não acho assim, tudo depende da forma com que você vê e age, se você é uma pessoa mecânica e fria, tudo o que fará será assim!

Há muito mais o que se escrever e pensar sobre isso, existem muitas vantagens e desvantagens.

Mas, de uma coisa eu tenho certeza, um relacionamento pode e deve ser bom, com ou sem, paixão. Basta que os envolvidos tenham consciência, boa vontade e não tenham preguiça de se empenhar e tentar!
                                                            LailaMell

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Independência, Carência e Afins...

Relacionamentos, como deixar de falar nesse assunto?

Ele faz parte da vida da gente, pode ser virtual, a distância, tete a tete, de amizade, de namoro, de casamento, sexo casual, de trabalho, por interesse, não importa...são relacionamentos...

E nesse contexto de relacionamento que tal inserir o assunto Independência, Carência e Afins?

Sim! Porque hoje em dia é quase que um crime inafiançável pensar e falar em carência dentro de um relacionamento, afinal a bola da vez é a total independência, financeira, emocional, física, não é mesmo?

Mas, antes disso que tal analisarmos o que é independência e o que é carência...

Segundo o dicionário independência é:  
O estado de não se achar sob domínio ou influência estranha. 
E carência é:
1. Falta do que é preciso. 2. Necessidade.
3. Privação.

Considerando esses significados acima, acho que vale rever todo o nosso conceito ou preconceito em relação a independência, carência e relacionamento. Vivemos em um mundo puramente consumista ( pelo menos a maior parte das pessoas vivem em um mundo assim ), onde a aparência do ter, vale mais do que o ser, onde o status conta mais do que qualquer valor moral e virtude de caráter. Pensando nisso, num relacionamento existe uma carência ou seja, existe a busca por algo, não importa o que seja, existe esse buraco, essa falta, essa privação...
E é a ânsia por esta busca, para preencher este vazio que vai fazer toda a diferença em nossa vida e definir o quanto somos escravos dessa carência ou independentes dela.

Admitindo ou não, Todos  somos passíveis a esta carência. Ninguém é tão autossuficiente a ponto de não precisar de algo ou alguém, todos estamos inseridos numa cadeia de dependência, independência e inter dependência.

Só que existe diferença entre você sentir e admitir que necessita ou sente falta de algo ou alguém e entre você se achar sob o domínio ou influência deste algo ou alguém.
Para ser mais específica existe diferença entre você sentir e admitir que sente falta de ter mais e melhores amigos, por exemplo, e você se achar sob domínio desta carência e fazer absolutamente qualquer coisa, seja algo digno ou não, para conseguir ter esses amigos. Então sob o domínio dessa carência, se para você ter esses amigos, você tiver que abrir mão de sua personalidade, seus gostos, sonhos e desejos, suas opiniões e dai por diante apenas tornar-se mais uma "cópia sem identidade própria", desses supostos amigos, você assim fará!

Afinal você está sob o domínio desta carência, abriu mão de sua independência, que neste caso seria a liberdade de que apesar dessa falta (carência), você prefere não abrir mão de si mesmo. Porquê acredita que verdadeiros amigos vão querer você, como você é.
Podem querer que você melhore em alguns aspectos, afinal ninguém é perfeito, mas, ainda sim o aceitarão como você é!
Este é um exemplo que serve de base para outros relacionamentos, como trabalho, até que ponto você abre mão dessa sua independência, se submete, para manter algo que considera importante?

E será que se estamos conscientes de que estamos sob o domínio dessa carência, isso faz com que nossa independência seja mantida apesar da carência?

Respostas fáceis não existem, cabe a cada um conhecer a si mesmo, afinal cada um sabe onde seu calo aperta e quando você sente sua dor, só você sente, ninguém por mais presente que seja, sentirá por você...

De nada vale vestir uma fantasia do "eu não preciso de nada e nem de ninguém, eu me basto", e encobrir algo que está lá e é real e mais uma vez apenas aparentar ser algo que não existe, ou seja, apenas mais uma vez manter o status do "eu pareço ser, mais não sou".

Deixo claro que em minha opinião, não é a admissão de uma carência que nos torna carentes ou dependentes e muito menos isso significa ser sinal de fraqueza, e sim a maneira que lidamos com essa carência, isso que nos torna escravos ou livres. Enquanto você sentir que tem escolhas, enquanto conseguir se enxergar em meio a multidão, ainda estará livre, mas, se já se perdeu, volte imediatamente do início e recomece, não queira ser só mais um, ouça sua voz, ouça seu coração bater, faça a diferença, nem que seja para si mesmo!

Então da próxima vez que alguém lhe questionar se você está carente, não se envergonhe de dizer que sim, que admite sentir falta de algo ou alguém, mas, que estar carente não significa ser carente, você pode estar carente independentemente de ser!

                                                          LailaMell

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

A vida e o leilão da virgindade!

O leilão da virgindade da catarinense Catarina Migliorini, de 20 anos de idade, foi encerrado na manhã dessa quarta-feira (24) com o lance de US$ 780 mil (cerca de R$ 1,5 milhão). Esse valor astronômico foi oferecido hoje por um japonês com o apelido de Natsu.
A brasileira explicou que é virgem e que tem exames para provar isso. Ela disse que irá a um médico de confiança do ganhador do leilão para ser examinada. Catarina falou que está preocupada com o final do leilão. De acordo com o regulamento, a primeira experiência de "amor" de Catarina está prevista para ocorrer 10 dias depois de hoje, no dia 3 de novembro.
A experiência da moça faz parte do documentário 'Virgins Wanted', que conta a história de jovens antes e depois de suas "primeiras vezes". A brasileira já tem um destino para o dinheiro: vai estudar medicina. "Já estava até matriculada, mas decidi adiar e vou em 2013. Tenho 20 anos, sou responsável pelo meu corpo e não estou prejudicando ninguém", afirmou em entrevista à 'Folha'.
O sexo não será filmado. Os produtores do documentário afirmaram que Catarina irá perder a virgindade em um avião, que irá da Austrália aos Estados Unidos.
( Fonte:  Yahoo! OMG! )

Muitos estão se perguntando a que ponto chegamos, após saber de uma notícia como essa da catarinense que teve sua virgindade leiloada num site....

Não acredito que chegamos a esse ponto, acredito que não saímos desse ponto, confuso? Eu explico.

A prostituição existe desde que o mundo é mundo, a ponto de ser considerada a profissão mais antiga do mundo. Mas, ainda sim ela é vista como algo baixo e imoral, pois, na prostituição o sexo é visto e tratado como um negócio, como uma venda, um comércio, só que, na maioria das vezes, essa imoralidade só é vista do ponto de vista de quem está se prostituindo e não de quem está consumindo, negociando ou seja do ponto de vista de quem faz uso ou lucra com isso. Acredito que o que existe por trás da prostituição é que deve ser analisado, especialmente neste caso do leilão da virgindade. O que há por trás desse ato? Apenas uma jovem interesseira, que não se dá valor e que está atrás de fama e dinheiro? Ou existe um outro fator determinante para tal ato?

Eu não vou aqui fazer um julgamento moral da conduta desta moça, pois, ela tem a vivência dela e eu tenho a minha e são essas vivências que determinam as atitudes e escolhas feitas na vida.

Quero aqui, convidar a quem quiser, a refletir sobre o que há por trás desse leilão.

Nesse leilão tanto a moça como um rapaz tem suas "virgindades" leiloadas para satisfazer o ego, a curiosidade, de quem fez seus lances no site. No caso específico da moça, homens de todos os tipos e nacionalidades fizeram seus lances como se estivessem participando de um leilão de um carro, por exemplo...

O que acho importante pensarmos é: O que leva homens com poder aquisitivo a participarem de um leilão como esse?

Seria apenas por uma fantasia sexual de ter uma relação sexual com uma virgem?

Ou o que acontece é a velha questão masculina de "poder". Bem sabemos, que vivemos numa sociedade machista e patriarcal, que coloca sobre os homens a obrigação de ser o macho, o provedor, o poderoso, o insensível, e essa pressão faz com que os homens sejam competitivos e disputem entre si, desde quem tem o melhor carro, o melhor emprego, até a mulher mais bonita, mais gostosa, como se fosse um troféu para exibir aos outros machos o que o poder dele pôde adquirir, ás vezes, essa competição chega a ser uma obsessão, vale ressaltar também que nessa competição, as mulheres, acabam se encaixando perfeitamente, demonstrando para as demais e para a sociedade em geral, o que o "seu homem" tem e pode comprar...

Nesse contexto a questão da prostituição e posteriormente desse leilão da virgindade, vai além do sexo, serve apenas para reforçar cada vez mais esse estereótipo de homem poderoso e inabalável, que pode comprar e pagar por qualquer coisa, pode pagar por aquilo que é cobiçado, invejado e valorizado pelos outros, ainda que saibamos que damos valor ás coisas tão insignificantes. E que nem sempre ter qualquer coisa, significa se ter o melhor. A questão de poder é relativa, talvez, numa outra cultura, numa outra sociedade, este mesmo homem que em nossa cultura é tido como poderoso, poderia ser desvalorizado.

Mas, em nossa cultura o que vale é isso, é se exibir, como um pavão, "Sou o Melhor", tenho o melhor carro, a melhor casa, frequento os melhores lugares... Então, se a virgindade é algo valoroso e está sendo leiloada, posso pagar por isso, por que não?

São esses  mesmos homens ricos e supostamente poderosos que alimentam a prostituição, o tráfico de pessoas, o turismo sexual no mundo, são esses homens cheios de "poder", que não pensam duas vezes em pagar cerca de R$ 1,5 milhão simplesmente para ter o poder (posse) de ter direito a virgindade de alguém, ainda que esse dinheiro servisse para tantas outras coisas realmente importantes.

Obviamente que esta moça não é a vítima inocente que não sabe o que está fazendo, na verdade ela está jogando conforme as regras pré-estipuladas por nossa cultura do poder, ela sabe que pessoas dão importância a isso. A nossa sociedade transforma em celebridades quem se expõe em detrimento ao talento, ainda que essa exposição não nos acrescente nada de positivo, a mídia, a sociedade hipócrita critica, porém, por debaixo dos panos valoriza e enriquece qualquer um(a) que faça as vezes de "bobo da corte". Homens de posse, "homens de grife", bem-sucedidos iriam se interessar pelo "negócio", não hesitariam em dar lances altíssimos para ter aquilo que os outros não tem.

E assim caminha a humanidade....Pessoas continuaram a ser tratadas como coisas e não como pessoas. Continuaremos somente a valorizar o status, a aparência, o culto neurótico ao dinheiro, o poder - seja ele real ou não -, porque é isso que move o mundo e quem não tem essas coisas para oferecer e jogar nesse suposto jogo da vida está fora, a margem da sociedade!

Ou abrimos mão da cultura do poder ( o poder de ter a posse a qualquer custo de qualquer coisa e pessoa) ou continuaremos assim, nos vendendo, até não restar mais nada, nem mesmo a nossa alma, para leiloar !

                                                                LailaMell

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Desculpa, eu não sou quem você pensou...

Dizes que gostas de mim, mas não me conheces

E nem quis me conhecer.

Disseste que estava feliz ao meu lado, quando na verdade estava infeliz.

Seus sonhos e ilusões preencheram o seu vazio

Ainda sim, não foram suficientes para preencher o meu.

Decepções e frustrações fazem parte do caminho 

Sim eu sei!

Mesmo assim eu continuaria seguindo...

Mas, quem estaria comigo?

Ai pude ver que estaria sozinha, mesmo estando contigo.

Não importa o que eu fizesse, o quanto eu me esforçasse

Nada, absolutamente nada estaria a altura de algo tão grande

Quanto este teu desejo.

O desejo de querer além do que poderia dar

O desejo de estar onde não lhe foi permitido ficar.

Confesso que por um momento fiquei mexida

Com a possibilidade de me entregar.

Ah...como seria bom...estar assim tão leve no ar...

Mas, como sempre a realidade vem se apresentar.

E quanto a  isto eu não tenho como negar.

Com um passo de cada vez

De cabeça erguida 

Vou seguindo em frente...

Tranquila, simplesmente por não perder a mim mesma 

E  assim poder descansar !


                                  LailaMell






domingo, 9 de setembro de 2012

Eu sempre te agrado e você não faz nada por mim!

Já faz um tempo que venho pensando em escrever sobre o vício de agradar ao outro deliberadamente e sem consciência, pois, percebo que esta atitude é uma das grandes armadilhas num relacionamento. De maneira nenhuma desejo causar uma má interpretação e dar a entender algo diferente daquilo que realmente almejo, então, espero conseguir escrever de forma sensata e coerente. Então, vamos lá....

Quem de nós nunca se pegou pensando ou falando algo como:
- Eu sempre agrado a fulana(o) e ela(e) nunca me agrada ou reconhece o que eu faço por ela.
Ou ainda:
- Eu fiz de tudo, me anulei por ele(a) e não ganho nenhum agradecimento...
Na maioria das vezes esses pensamentos vem acompanhados de fortes sentimentos de raiva, frustração e até autopiedade.

Mas, vamos refletir um pouco sobre o que há por trás dessa atitude de agradar ao outro?

Todo ser humano gosta de se sentir apreciado, admirado e recompensado por aquilo que faz de bom e em alguns casos até por aquilo que não faz, mas, essa é outra história. Então quando agradamos a alguém fazemos isso com um objetivo que é o de demonstrar afeto pela pessoa ou mesmo mostrar que temos certas habilidades e que gostaríamos de ser devidamente reconhecidos por essas habilidades. Até ai é totalmente compreensível que criemos certas expectativas em relação a agradar ao outro, porém, se analisarmos bem, quando agradamos na verdade queremos é ter esse retorno do outro e não necessariamente fazer algo para que o outro se sinta bem, pois, no geral agradamos ao outro, baseados na suposição de que o outro gostará disso ou daquilo, poucas vezes, perguntamos exatamente o que o outro gosta e como poderíamos agradá-lo. E isso que me desculpem os pseudobonzinhos e pseudoboazinhas nada mais é do que puro egoísmo, já que do contrário, procuraríamos saber com a pessoa em si o que a agrada e independente do retorno que tivéssemos não ficaríamos frustrados com aquilo que recebemos ou não em troca.

Então todos nós nascemos egoístas e isso ocorre por uma questão de sobrevivência, mas, com o passar do tempo e conforme vamos nos desenvolvendo esse egoísmo inato deve dar lugar a atitudes mais elevadas de altruísmo e socialização para que nossa vida em sociedade possa ser plenamente suportável para nós mesmos e para aqueles que convivem conosco. Esclarecido isso, devemos ter em mente que quando agradamos a alguém este retorno pode vir ou não e nem sempre virá da maneira que gostaríamos.

Isso acontece porque cada um de nós, ainda que usemos dos mesmos mecanismos para construir um pensamento, executar uma fala, em nossa essência, em nosso caráter, nossos pensamentos, valores e atitudes são diferentes um dos outros. Nós possuímos um mapa mental e emocional próprios, baseados em nossas experiências de vida, cultura, ambiente familiar, educacional, social e vamos reagir conforme este mapa que possuímos e não conforme o outro deseja. Muitas das vezes, a resposta, ou seja, a reação do outro, não irá nos satisfazer plenamente, frustrará nossas expectativas, dai todo o "bom ato" que tivemos se desintegrará numa sensação angustiante de rejeição, rancor e mágoa, muita das vezes. Afinal não é fácil lidar com a ingratidão.

Quando vamos agradar a alguém devemos ou pelo menos deveríamos ter em mente que o outro não vai necessariamente corresponder a áquilo que queremos e desejamos. É preciso haver um desapego neste sentido, pois do contrário a frustração será imensa e o modo como cada um reage a uma frustração corresponde ao que ele realmente é em sua essência ou em seu caráter. Mesmo porque é muito fácil ser solícito, amigável, simpático, quando tudo está bem e quando o outro faz aquilo que queremos, como queremos, na hora em que queremos, mas nisso não há virtude e nem aprendizado algum.

Então antes de sair por ai agradando, pense bem: 

"O que eu estou fazendo é algo que me agrada ou me faz sentir usada(o)? É algo que me agride? É algo que me faz sentir sobrecarregada(o)? É algo que vai contra meus valores e princípios? 
É algo que estou fazendo para receber alguma recompensa, elogio ou favor? Qual é esta recompensa, elogio ou favor que desejo receber? Numa escala de 0 a 10, o quanto receber em troca é importante?

Parece papo de louco, mas, refletir sobre isso, antes de agradar, faz com que nossos pensamentos entre em acordo com nossas atitudes e não corremos o risco de nos tornarmos hipócritas, desonestos e incoerente com nós mesmos.

Sejam quais forem as respostas para essas questões, jamais faça algo a alguém que seja contra seus valores, princípios, não se sacrifique a este ponto, NÃO SE ANULE! Pois, por mais que se sacrificar seja bonito na teoria, na prática cedo ou tarde, você vai cobrar a quem você se sacrificou com juros e correção e muitas das vezes da pior maneira possível. Ainda não atingimos um nível psicológico e até mesmo espiritual elevados de autoconhecimento e controle  do Inconsciente, do Ego, Super Ego, tão elevado a ponto de afirmarmos com convicção e atitude, que não desejamos receber absolutamente NADA em troca.

Não estou sugerindo com isto, que sejamos individualistas, egocêntricos e não tenhamos para com os nossos semelhantes atitudes de amor e compaixão, que não cedamos. Mas, não façamos coisas contra aquilo que acreditamos ser o correto, pois o preço a pagar é alto demais.

Façamos pelo o outro aquilo que conscientemente decidimos fazer de boa vontade independente do retorno, que pode vir ou não, tenhamos flexibilidade, façamos acordos honestos conosco e com os outros, cedamos naquilo que temos plena consciência do que e por que estamos cedendo.

Por exemplo: Imaginemos um casal. A esposa é imensamente fã de um certo tipo de música, enquanto o marido é fã de outro tipo completamente diferente. Sua esposa deseja muito que ele vá com ela a um show, só que ele detesta, mas, para agradá-la ele vai. Meses depois, vai haver um outro grande show de música na cidade, só que agora do gosto musical dele e ele quer muito que ela vá junto, mas, ela não gosta do tipo de música e não vai.

Está instalada uma briga, o marido irritado cobra da esposa a mesma disposição que ele teve, quando mesmo não gostando do gosto musical dela ele foi e ela não quer fazer o mesmo para agradá-lo, os dois discutem feio e ficam chateados um com o outro. 
Vemos neste exemplo algo muito recorrente entre casais, principalmente no inicio da relação em que um quer agradar ao outro para conquistar.
O marido fez algo que não queria fazer apenas para agradar a sua esposa, um ato a princípio de amor, não? Sim! Mas, do que adiantou este ato se quando ele quis o mesmo, não obteve? E não obtendo o mesmo, por isso se sentiu rejeitado e usado. Todo o ato que a principio era por amor foi desfeito, dando lugar a um forte sentimento de raiva e frustração.

Neste caso se o marido tivesse refletido sobre as questões listadas acima antes de tomar a atitude de ir ao show com a esposa, iria ter uma atitude mais honesta consigo mesmo. Se decidisse ir ao show, mesmo quando ela não quis ir com ele ao show de suas músicas preferidas, iria com ou sem ela, sem jogar na cara o que já havia feito, e sem brigar. Se tivesse decidido não ir ao show, não ia se sentir culpado, porque sabia o que estava fazendo, ou seja, ele não queria ir e tinha seus motivos para isso. Então, gentilmente explicaria a esposa que não ia querer ser uma má companhia para ela por não gostar daquelas músicas e ter que ir só para agradá-la, e assim evitaria ficar deslocado e de cara feia, com exceção de algumas, muitas mulheres entenderiam a explicação desde que fosse sincera e gentilmente explicada.

Ou ainda, o casal podia chegar a um consenso e combinar de ir a um show que agradasse aos dois. Ou combinar de que cada um pelo menos uma vez iria acompanhar ao outro e se após isso, se perceberem que realmente cada um detesta mesmo o gosto musical do outro, nunca mais iriam acompanhar um ao outro neste tipo de programa. Enfim outras decisões melhores poderiam ser tomadas que não resultariam em brigas tolas.

Este é apenas um simples exemplo de como agimos em relação ao agradar ao outro esperando retorno e como temos que ter jogo de cintura para saber fazer as concessões nos momentos certos e não de qualquer jeito e de qualquer maneira, porque no fim vamos querer cobrar isso.

Sendo assim, antes de começar a agradar ao outro deliberadamente e querer uma bela recompensa em troca, que tal buscar o autoconhecimento e começar a praticar a só dar ao outro aquilo que pode e quer dar, de boa vontade, sem querer nada em troca, hein?!

                                                              LailaMell

domingo, 27 de maio de 2012

'Marcha das Vadias' ocorre no Brasil inteiro!

"Manifestantes se reúnem na tarde deste sábado (26), para a segunda edição da Marcha das Vadias. A manifestação é contra os abusos sofridos por mulheres, essa manifestação é inspirada no movimento mundial intitulado "Slut Walk", criado em abril do ano passado, após a polícia de Toronto, no Canadá, dizer que, para evitar estupros, as mulheres deviam deixar de se 'vestir como vadias". "Nem santa, nem puta. Livre" foi o lema da Marcha das Vadias, que aconteceu em São Paulo e em outros estados brasileiros." ( Fonte: Portal Yahoo Notícias).

O que isso tem a ver comigo? O que isso tem a ver com você?

Tudo!

Li essa reportagem e li vários comentários, uns a favor e outros contra, muitos dos que eram contra, na verdade não entenderam muito bem o sentido desta manifestação. Não entendi esta manifestação como uma marcha pró prostituição  entendi, como uma forma irônica de chamar a atenção para algo cada vez mais crescente no Brasil e no mundo, o abuso e a violência contra as mulheres.

Muitos dos comentários contrários a manifestação falavam sobre o fato de as mulheres saírem nas ruas quase que peladas. Outros se referiam a existirem muitas músicas em que nas suas letras denigrem as mulheres, as rotulando como objetos sexuais, cachorras e dai para baixo e as mulheres, ainda ficarem lá rebolando contentes e felizes por serem as gostosas da vez. Dos programas de TV, só mostrarem as mulheres de biquíni. Bom eu não vou nem entrar no mérito de discutir sobre isso, porque para mim, trata-se de um fenômeno sociológico e histórico, certo ou errado é outra questão ( um dia eu compartilho isso...quem sabe...rs). 

A questão é: O fato de as mulheres se "vestirem como vadias" dá o direito e justifica, a violência e o abuso contra elas? É sobre isso que espero que analisemos e não sobre a vestimenta ou a falta de vestimenta das mulheres...

Ora, estamos no século XXI, no ano de 2012, tivemos tantas revoluções, a tecnologia não para de crescer e inovar, no entanto, ainda nos comportamos como seres primitivos e irracionais, mas, claro, de terno e gravata, um belo Scarpan e um carro do ano, porque afinal, primitivo sim, mal vestido(a) e pobre, jamais! (risos)

Vamos pensar bem, se temos um impulso sexual e este é moldado pelas regras (leis) de convivência em sociedade, regras estas, que nos diz os limites, o que se pode ou não fazer (pelo menos em público), o que nos impede de sair por ai atacando literalmente um ao outro, baseados somente neste impulso? Não seria o caráter ou o medo de ser punido? 

Pensando dessa forma, se atacar alguém, no caso sexualmente, sem que a outra pessoa esteja de pleno acordo, não seria um crime ou uma violação a uma regra (lei)? 

Se a resposta for sim, o que muda o fato de a outra pessoa estar ou não, adequadamente vestida? O impulso é seu, no caso quem está tendo o impulso é quem deve controlá-lo ou então sofrer a punição por não saber ter esse controle.

Ou então, também podemos usar essa justificativa para furtar/roubar um dinheiro ou um objeto que não nos pertence, afinal ele estava lá, dando bandeira, o outro estava ostentando sua riqueza, por isso eu roubei... É ai que eu quero chegar, não há dois pesos e duas medidas nesse caso, não podemos ficar usando de justificativas para os nossos atos, pois, se começarmos a fazer isto, pode ter certeza que encontraremos justificativas para absolutamente tudo e que o mundo será um lugar inabitável, sem limites, sem regras e sem lei. E isso não tem nada a ver com a liberdade, pois, se duas pessoas se sentem livres para fazerem  o que bem entendem e querem, uma inegavelmente estará infringindo o espaço e a liberdade do outro, ou seja, sem esses limites, sem as regras, não há acordo, alguém será prejudicado e sua liberdade estará em risco, logo ela deixará de existir. 

Então que tal pensar nisso, se existe uma lei que diz que o abuso sexual, o estupro e a violência são crimes, não cabe a nós, nos justificarmos e dizer que em casos em que a mulher está dando "sopa" se vestindo como uma "vadia" ela está querendo ser violentada. Afinal, em países árabes em que as mulheres se cobrem da cabeça aos pés, muitas, são violentadas da mesma forma, a diferença é que pela cultura desses países, muitos desses fatos não são relatados e as mulheres sofrem caladas por acreditarem que esse é seu destino. 

Qualquer homem ou mulher, que se deu conta do seu potencial humano e que analisa as coisas, chegará a conclusão que viver num mundo machista e violento, não é vantagem nem para os homens e nem para as mulheres, e muito menos para as crianças. Claro, que num primeiro momento, viver num mundo patriarcal, machista e fundamentalista, parece algo vantajoso para os homens e protetivo para as mulheres, mas, é só analisar mais profundamente e veremos que isso é somente uma aparência de vantagem, muitas guerras tem seu ponto de partida exatamente ai nesse patriarquismo, mas essa é outra história...Também não faço campanha pró-feminismo porque a meu ver ele é só o outro lado da moeda do machismo, tudo, que pra mim, termina em "ismo" é preocupante pois, parte de uma ideologia e consequentemente quem não segui-la será condenado e perseguido, a meu ver, a questão é que todos são iguais perante a Lei e que existe os Direitos Humanos e eles devem ser seguidos e praticados por todos os humanos independente de cor, gênero, condição social, crença e religião, ou falta de crença e religião, condição ou opção sexual, idoso, adulto, adolescente, criança.

Para terminar que tal pararmos então de justificar nossas insanidades e entender que a violência, o estupro e o abuso sexual são Crimes Sim! E que uma mulher estar ou não adequadamente vestida, não torna o crime mais ou menos pior ou mais leve, ainda é crime e deve ser punido como tal!

                                                                   LailaMell

sábado, 7 de abril de 2012

Qual A Diferença Entre Julgar e Condenar?

Acredito que todos julgam, não importa se expressamos ou não este julgamento, estamos sempre julgando isso é implícito a uma mente racional como a nossa, estamos sempre de alguma forma supondo coisas sobre as situações e pessoas.

Acho que o que deve ser analisado aqui não é o ato de julgar ou não, e sim o de se condenar ou não, e não podemos ou pelo menos não devemos condenar a ninguém, pelo menos não da forma como costumamos condenar. Afinal tudo o que vemos, pensamos e a forma como agimos é só parte de um todo muito mais amplo e complexo. E quando condenamos tiramos a possibilidade de uma nova chance, uma nova percepção de todo o resto que ainda existe.

Um fato interessante é que existe nos evangelhos canônicos ( não sou nenhuma autoridade no assunto e nem uma leitora assídua, mas me lembro dessa passagem), uma afirmação de que  se estamos vendo um erro na vida do nosso irmão e este é um erro do qual não cometemos mais - pois, se ainda o cometemos, seremos hipócritas ao repreende-lo - devemos exortar este irmão sobre o seu erro, mas, não devemos condená-lo jamais. Afinal, " Assim, pois, aquele que pensa estar de pé  tome cuidado para não cair..."

Lembro-me também daquela passagem em que Jesus foi colocado numa situação difícil pelos fariseus (que eram as pessoas consideradas moralmente exemplares da época e que geralmente se sentiam no direito de condenar quem não fosse como eles), na qual trouxeram-lhe uma mulher que fora pega em adultério. Naquela época (como até hoje em muitos países árabes)  quem fosse pego em tal ato deveria ser apedrejado até a morte. Jesus, que era a frente do seu tempo e conhecia a intenção dos fariseus, reconheceu o erro da mulher ou seja, ele fez um julgamento, não tentou negar o ato e nem usar justificativas para o ato e muito menos racionalizar. Porém, não a condenou, ou seja, não mandou que a apedrejassem imediatamente, antes deixou que essa condenação se viesse, que viesse dos fariseus, por isso, disse:
" – Aquele que não tiver pecado (erros, falhas) que atire a primeira pedra..".

Ou seja, ele fez com que os que a queriam condená-la pensassem cada um sobre os seus próprios erros (ou pecados, como queiram). E pensando sobre esses erros, se alguém se sentisse tão puro, tão inocente, a ponto de condená-la, que então atirasse a primeira pedra. Não houve ali ninguém que atirasse uma pedra sequer, isso porque se alguém o fizesse teria consequentemente que condenar a si mesmo em alguma falta, nesse caso e na época, de acordo com a Lei de Moisés.. Assim, após ver que os que a queriam apedrejá-la tinham ido embora, Jesus, disse-lhe: " -Vá  e não peques mais"…

Ou seja, ele não a passou nenhum sermão, não a condenou, apenas a olhou nos olhos e a aconselhou para que não fizesse mais aquilo, afinal toda a ação tem uma reação e aquele acontecimento poderia ter tido um fim trágico. Não sabemos se essa mulher era a tal Maria Madalena e muito menos se ela continuou a cometer o mesmo erro, os evangelhos não relatam nada disso. Também pouco importa se é uma história verídica ou fora inventada, o que nos interessa é o principio, o ensinamento por trás dessa história, sendo assim, Jesus ali demonstrou como devemos julgar:

Primeiro: não podemos cometer o mesmo erro ao qual julgamos, senão, seremos hipócrita.

Segundo: mostrar o erro da pessoa não significa condená-la e muito menos humilhá-la, apenas oferecer a ela uma nova visão (percepção) sobre o ato, um novo caminho, uma nova oportunidade de reverter a situação ou mesmo recomeçar do ponto da onde parou.

Afinal quem de nós quer atirar a primeira pedra? Eu não, e você?

                                                              LailaMell

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Amiga...

Vejo você, assolada pela dor
Apesar de você ainda negar
Sei que é uma dor de amor.
Olho em seus olhos e vejo
Lembranças aquecedoras
Posso sentir o cheiro do medo.
Não! Não queira ter o controle da situação
Viva isso! E não se encarcere
Numa prisão.

Nunca se envergonhe de chorar
Pois eu, tenho algo para lhe contar
Esta dor, por pior que pareça
Vai passar, e um novo dia
Irá brilhar,
Espero com você, junto estar
Longe ou perto,
Saiba que com a minha amizade, 
Você pode contar!
              LailaMell

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Deixa Eu...

Deixa eu querer...
Deixa eu sentir vontade de você...
Deixa eu querer seus lábios juntos aos meus...
Me deixa te procurar...
Pode ser de noite ou de dia...
Te imaginando, te esperando...
Deixa eu te chamar só com um sussurro...
Dessa vez, as formalidades ficarão de fora...
Performances e acrobacias não estarão em cena...
Quero tirar sua máscara junto com a minha...
Deixa a "coisa" vir, do jeito que ela vier...
Quando tivermos vontade...
Com quem tivermos vontade...
Vai ser tão bom, se for  assim...
Tanto para você, quanto será para mim.

                             LailaMell

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Sedenta por esse tal Amor....

Sozinha, sem você, parece que nada sou,
Ainda estou aqui, sozinha, sedenta por esse tal amor,
Ás vezes, a solidão bate a minha porta,
Outras vezes, sou eu, quem bato na porta dela

Me desculpe, se não faço tipo,
Deve ser por causa que enxergo mais, além desse mundinho,
Quantas vezes eu quis dizer: -Tristeza, nunca mais...
Mas ela sempre vem, ou sou eu, quem corro atrás?

Essa loucura toda pode ser o meu paraíso,
Ou tudo não vai passar de mais um prejuízo?
Inveja? Intrigas? Por favor, me deixem de fora desse show de horror...
E eu aqui, ainda sozinha, sedenta por esse tal amor!
                                            
                                              LailaMell

domingo, 25 de dezembro de 2011

Hoje é Natal!

Hoje é Natal e vejo o mundo triste,
Hoje é Natal, mas, não vejo mais as famílias se abraçando,
Hoje é Natal, mas, vejo as pessoas somente seguindo um protocolo,
Hoje é Natal, mas, as pessoas se sentem obrigadas a fazer o bem, a se cumprimentarem,
Hoje é Natal, mas, o que está acontecendo?
As luzes não piscam mais como antes, as casas não estão mais enfeitadas como antes,
As crianças já não sonham como antes, nem o tal Papai Noel é o mesmo que era antes,
Hoje é Natal, mas, o que está acontecendo?
Será que o mundo envelheceu e perdeu a inocência pueril?
Ou será que são os meus olhos que já estão envelhecidos?
E só haja lugar em meu coração para o saudosismo?
Não sei dizer, mas, sei que Hoje é Natal!
                                                 

LailaMell

quarta-feira, 20 de julho de 2011

O Valor Da Amizade!

Conviver não é fácil e a todo momento estamos convivendo uns com os outros. É bem verdade que não escolhemos a familia em que nascemos, porém, existe um grupo de pessoas com as quais escolhemos nos relacionar: são os amigos.

Amizade, uma mistura de sentimentos e razão, sim, porquê, ao contrário da paixão, do romance, na amizade nós conscientemente decidimos nos interessar e passamos a desejar desenvolver um relacionamento com a pessoa que escolhemos para ser nossos amigos, e somente após esse processo acabamos desenvolvendo um sentimento de afeto e/ou carinho por esse amigo.

Não percebemos esta escolha porque nos sentimos tão bem quando estamos ao lado dessa pessoa amiga que achamos que tudo não passa de obra do acaso, mas, é só começar a observar e veremos que as coisas não são bem assim. Quantas pessoas conhecemos e temos uma simpatia e empatia por elas, porém, não damos continuidade ao processo de conhecimento, ou seja, apesar de ter havido uma certa sintonia, não desenvolvemos o processo necessário para se chegar a estabelecer uma amizade. Que no fim, vai acabar acontecendo ou não, pela vontade e reciprocidade de ambas as partes, se ambos quiserem. Pode ter certeza que quem é seu amigo(a), só o é, porque assim o quis.

Apesar de muitos que consideramos amigos e que nos consideram como tal, serem diferentes de nós e nós deles, a amizade se estabelece por pontos em comum e valores semelhantes na maioria das vezes, no fundo o que realmente dá a liga a amizade, é no minimo o valor que se dá a essa amizade.

Óbvio que por sermos seres pensantes e por cada um ter a liberdade de pensar como quiser, mesmo uma forte amizade, poderá ser abalada por pontos de vistas diferentes, ou mesmo será colocada a prova quando uma terceira pessoa vir a dar uma reviravolta numa relação que até então parecia inabalável e fiel, como no caso de relações extraconjugais em que um amigo ou amiga acaba se envolvendo com um parceiro(a) sua ou vice-versa... Como tudo  na vida, essa é mais uma oportunidade de aprendizado, para se aprender que nada é absoluto e que nada está imune ás falhas e que perdão acaba sendo a única opção pra manter uma amizade, nesses casos.

Mas, ainda sim, a amizade vale a pena, sim porque é com os amigos que conhecemos e aprendemos a enxergar ao outro, a ter paciência, flexibilidade, aceitar as diferenças, driblar os preconceitos e consequentemente entender a nós mesmos, pois, é enxergando e aceitando ao outro como ele é, que enxergamos e aceitamos a nós mesmos, como somos.

Claro, que isso só se aplica aquelas amizades firmadas em algo verdadeiro e sólido, não em amizades fúteis em que escolhemos as pessoas para nos satisfazer, vangloriar ou que nos trazem alguma vantagem financeira, profissional, etc.... Não, isso não é amizade, é apenas o puro exercício do egocentrismo ao qual todos estamos sujeitos a desenvolver, caso, não nos policiemos.

Bom, hoje é dia do amigo e o que eu espero é que mais amizades sinceras se desenvolvam. Que as pessoas, que eu, nos desfaçamos dos preconceitos, orgulho, acomodação e deseje ter uma relação de amizade com o outro seja ele quem for. Afinal a amizade torna a vida mais leve, mais alegre, mais sábia, mais amorosa, faz com que nos tornemos cada vez mais, humanos!

                                                         LailaMell

quarta-feira, 18 de maio de 2011

VOCÊ...

Você me vê, mas, não me enxerga.
Você me escuta, mas, não me ouve.
Você faz caridade, mas, não sabe o que é solidariedade.
Você fala sobre a verdade, mas, não se incomoda de viver da falsidade.
Você aponta os erros dos outros, mas, é incapaz de ver suas próprias mentiras.
Você luta por um ideal, mas, não persisti até o final.
Você clama por justiça, mas, justifica as suas próprias injustiças.
Você pede a paz, mas, não se incomoda de evitar a guerra.
Você diz que é do bem, mas, não nota o mal que faz a alguém.
Você diz que é engraçado, mas, não é capaz de sentir a alegria.
Você almeja a liberdade, mas, é escravo das suas insanidades.
Você quer trazer os outros para a luz, mas, não percebe a sua própria escuridão.
Você critica os preconceitos dos outros, mas, não consegue admitir os seus.
Você acha e se sente popular, mas, no fundo, tem muito medo.
Porque desconhece a si mesmo e não quer se encontrar!
                                    LailaMell

domingo, 15 de maio de 2011

Jogos da Vida - parte 1

Estava refletindo hoje sobre a vida ou melhor sobre os jogos da vida, sim porquê por mais que eu não queira concluir assim, a vida é sim um jogo, onde algumas vezes ganhamos e com certeza muitas das vezes perdemos. Não, eu não sou pessimista, mas, a não ser que você viva numa redoma de vidro, saberá o quanto a vida é cheia de obstáculos. Mas, mais especificamente, estava a refletir sobre os jogos de amor que a vida nos traz. 

Desde que nascemos somos cercados de pessoas são nossos pais, parentes, vizinhos, professores, muitas pessoas ao longo da vida iremos conhecer, muitas irão nos marcar positivamente ou negativamente, outras irão simplesmente passar por nossas vidas e não nos deixarão nenhuma marca, muitos talvez, se você tiver sorte, se tornaram bons amigos, outros talvez não, mas, o fato é que as pessoas se relacionam a todo momento e que isso não é em vão e nem sempre superficial.

Fico pensando nas pessoas que conhecemos e particularmente nos relacionamos de forma amorosa, pode ser por algumas horas, alguns dias, algumas semanas ou até anos, mas, o fato é que elas, às vezes, nos marcam. E ai, me veio um dilema na cabeça, analisando muitas histórias parecidas, sobre pessoas que se conhecem, se relacionam, se gostam e outras que uma das partes gosta e a outra não, o que muitas  dessas histórias têm em comum?  O fato de que muitas vezes uma pessoa passou por nossas vidas e de repente a coisa termina, a pessoa meio que some do mapa e ai a gente nunca mais ouve falar dela, tudo vira lembrança na nossa memória.
Olhando essa história do lado de fora parece algo até dramático, pois,  como assim a pessoa simplesmente sumiu? Mas, observando de um outro contexto, do lado de dentro, muitas das vezes a pessoa não simplesmente sumiu, nós também sumimos enquanto estávamos lá. Estranho isso né?

Bom, eu vou explicar: quantas das vezes conhecemos alguém que realmente achamos especial, mas, ai coisas acontecem e há um afastamento dessa pessoa na relação. Nós acabamos nos sentindo frustrados e ressentidos ou mesmo envergonhados e acabamos não indo atrás, não falamos para essa pessoa que gostamos dela, que queremos tentar algo a mais, não ligamos, não damos sinal de vida, ficamos simplesmente esperando que a outra parte ligue, que a outra parte fale alguma coisa, isso pode acontecer até mesmo depois de uma briga ou de um término e mesmo gostando não vamos atrás. Por quê? Porque não queremos nos humilhar, não queremos implorar, isto não seria algo digno. E ai a vida que não pára nenhum minuto, se encarrega de fazer com que cada um siga o seu caminho....

Olha, eu bem sei que humilhar-se, implorar para alguém ficar conosco e correr o risco de que essa pessoa  fique conosco por dó ou piedade não é algo digno, nenhum manual de auto-ajuda e nenhum amigo que se preze aconselhará isso, eu bem sei, eu sou a primeira a dizer não faça isso, sua auto estima não merece. Mas, por outro lado, fico aqui pensando se seria uma decisão inteligente sentir algo verdadeiramente forte por alguém e ficar calado, apenas torcendo para outra parte se tocar, ir empurrando esse sentimento "com a barriga" achando que o tempo se encarregará de resolver a história. É inteligente perder a chance de ser honesto consigo mesmo e com a outra pessoa?

Creio que não. Independente, do que a outra parte irá pensar, falar ou achar, com entendimento que tenho hoje, eu acredito que se realmente sentimos algo forte por alguém que valha a pena de verdade, devemos sim dizer não a o nosso Ego e dizer para a pessoa que gostamos dela, o que verdadeiramente estamos sentindo. Deixar que a outra pessoa saiba disso, afinal ninguém é obrigado a ficar com ninguém e o que irá acontecer após revelar-se o que se sente já não nos interessa, não temos como controlar o que o outro pensa, sente e faz e seja lá o que for, devemos nos sentir satisfeitos por termos a coragem de sermos verdadeiros conosco e com a outra pessoa. Num mundo onde a dissimulação e a falsidade nunca foram tão banalizadas, dizer a verdade não é nenhuma humilhação, apenas tome o cuidado de após ter dito o que sente, respeitar o espaço e a decisão do outro, não insistir para que ela faça aquilo que você deseja, apenas se entregue ao momento, se sinta aliviado e se desapegue do resultado.

Acho que essa atitude deve ser tomada porquê achar que o tempo se encarrega de enterrar essa história é pura ilusão, sim, é óbvio que a vida continua e a fila anda, mas, o que acontece é que muitas das vezes nós só abafamos essa experiência dentro de nós mesmos e ela acaba nos prejudicando em nossos futuros relacionamentos, porque fica uma história mal resolvida e essa sensação é torturante em muitos casos,pois, a pessoa não consegue viver no presente, somente no passado porque não concluiu a história...

Por exemplo, ás vezes, você conheceu ou viveu algo especial com alguém, mas, não tomou a iniciativa de se declarar na época ou não terminou de forma definitiva o relacionamento com tal pessoa, ficou esperando a outra parte se decidir, achou que a coisa por si só fosse se fortalecer ou se definir. Em outros casos em que se sentiu fortemente interessado(a) não teve a iniciativa de saber nem ao menos um número de telefone e se soube não ligou e essa pessoa some da sua vida.

O tempo passa e você acha que esqueceu essa pessoa, começa a se relacionar com outro alguém até gosta dessa pessoa, se sente bem ao lado dela e percebe que essa pessoa também está sentindo o mesmo por você, tudo está caminhando bem, mas, como foi escrito acima a vida é um jogo, e a vida trata de cruzar o seu caminho com aquela pessoa do passado e ai o que você faz?
Tenta reviver novamente o que tiveram no passado? Pensa que agora vai ser diferente, mesmo correndo o risco de que essa pessoa não seja mais aquela mesma por quem você se apaixonou ou gostou tanto.
Abre mão da pessoa que você está no momento para se arriscar com essa pessoa, afinal deve haver um objetivo para essa pessoa ter voltado para sua vida?
Ou simplesmente, tem uma boa conversa com essa pessoa que voltou e finalmente coloca os pingos nos is, mas, decide continuar com sua vida como está e não se arriscar. Mantém o relacionamento que está vivendo no momento, pois, o passado pertence ao passado e o que importa é o presente?

São muitas as dúvidas e muitas as opções, mas, todas implicarão em perdas e ganhos, achar que tudo ficará como está e que só alegrias virão, é pura ilusão...


O duro de tudo isso é que essas coisas nem sempre acontecem porquê existe um "motivo mágico" por trás disso ou algo do destino para essa pessoa ter cruzado o seu caminho novamente. Acontece que o mundo dá voltas e naturalmente essa pessoa não simplesmente sumiu, como pensamos, ela apenas assim como nós estava esperando nossa atitude. Mas, como detalhei acima, um não ligou para o outro, um não quis se "humilhar" para ir atrás do outro e ai simplesmente achamos que a pessoa sumiu. Assim como muitos pais que abandonam seus filhos na tenra idade e depois de anos os reencontram e descobrem que eles estavam ali bem pertinho... Assim é com os relacionamentos amorosos, nem sempre a pessoa some, é nós que sumimos quando não queremos nos declarar ou resolver uma situação pendente.

Com certeza, muitos que se encontram nessa situação pensam: "Eu vou me arriscar, o importante é a minha felicidade o outro que se dane". Sim, ser feliz é importante, mas, faz parte da felicidade plena e real não passar por cima de ninguém. Então nunca se esqueça de que você tem responsabilidade sobre suas palavras e suas atitudes, tenha plena certeza do que você quer e do que você não quer antes de envolver um outro alguém numa história que é só sua.

Jogue com a vida do jeito certo, coloque as cartas na mesa, quando você sentir algo real e forte por alguém, não tenha receio de dizer isso a pessoa e correr atrás até o ponto em que a outra pessoa não se sinta coagida e diga o que quer ou não com você e seja o que for, sempre respeite a escolha da pessoa e se respeite, esse é o limite de até onde podemos ir. Quando um não quer, dois não brigam, já dizia o ditado, então nunca se esqueça de respeitar o espaço e a decisão do outro bem como respeitar a si mesmo, isso vale ser repetido inúmeras vezes.

Quando o relacionamento não der mais certo, não tenha medo de terminar, não deixe as coisas mal resolvidas, não perca a oportunidade, independente do resultado, ás vezes, é preciso perder agora para ganhar lá na frente, portanto, não se apegue ao desejo do seu Ego e lembre-se nem sempre a vida lhe dá uma segunda chance!


                                                                 LailaMell

terça-feira, 10 de maio de 2011

O Mito: Príncipes e princesas encantadas, para homens e mulheres!

Sinceramente eu nunca acreditei em príncipe encantado. Não tive uma infância em que se lia historinhas de príncipes e princesas  para eu dormir, não tive uma criação baseada na frase: "Quando você crescer um homem bom aparecerá e cuidará de você e te fará feliz." Desde criança tive que enxergar a realidade dura da vida, mas, nem por isso aquele encantamento de ver as coisas de uma perspectiva mágica que toda criança tem, deixou de existir em mim, aliás, acho que essa imaginação infantil é a grande responsável pela sobrevivência de tantas crianças que sofrem diversos tipos de violência no mundo, mas essa é uma história que vale ser analisada posteriormente.
Hoje, me deu vontade de falar de príncipe, não, não é do príncipe Willian, é dos príncipes que a sociedade, a mídia cria e que na minha opinião nem sempre correspondem a verdade. Sim, porque se analisarmos do ponto de vista do que nos é passado através de novelas, filmes, livros e afins, parece que nós mulheres não fazemos outra coisa a não ser ficar olhando para o céu ou sei lá onde, aguardando esse tal príncipe que virá nos arrebatar com seu amor e nos livrará de todos os problemas e maldades do mundo...Como se nós não fizéssemos outra coisa a não ser sonharmos acordadas....
Olha eu não sei que tipo de mulher faz isso mas, as que eu conheço e eu me incluo nessa, tem tantas coisas para resolver, é filhos (para quem os tem), família, emprego, carreira, estudos, checar como anda a saúde, focar e desenvolver a espiritualidade, animais de estimação (para quem os tem) são cursos, viagens, lazer, cabelo, roupa, maquiagem, dieta, exercícios físicos..Ufa...é muita coisa! Que fico pensando será mesmo, que a nossa vida só se baseia nisso, esperar por esse tal príncipe que nunca chega?

O que eu sei é que homens e mulheres, que me perdoem as feministas, são diferentes sim! Somos todos da mesma espécie humana e a igualdade tão almejada e justa deve ser nesse sentido apenas. Mas, temos estilos diferentes, maneiras de enxergar e perceber o mundo de forma diferentes, o nosso organismo reage de forma diferente às doenças, tem diferentes reações medicamentosas, físicas e orgânicas etc.. E não é uma questão de ser melhor ou pior, de ser capaz ou incapaz para isso ou aquilo, homens e mulheres podem fazer tudo, esse tipo de comparação é absurda, não existe ou pelo menos não deveria existir. Toda a diversidade é boa e necessária para o equilíbrio natural. Boa parte dessa diferença entre homens e mulheres se deve ao simples fato de termos um hormônio responsável por muitas de nossas características o estrogênio que atua fortemente em nosso organismo e cérebro, do qual os homens não possuem e o fato de que homens tem muitíssimo mais testosterona do que nós. Isso faz com que eles tenham mais massa muscular, sejam mais agressivos, menos intuitivos, mais práticos e por ai vai. A prova de que os hormônios diferenciam nas características de gênero feminino e masculino é que os homens que são travestis e alguns transexuais que fazem uso de hormônios femininos, adquirem algumas características femininas como o afinamento da voz, crescimento dos seios, os pelos diminuem, entre outros efeitos nitidamente notáveis até mesmo no emocional deles, o contrário também ocorre, uma mulher que recebe altas doses de testosterona terá características físicas, orgânicas e emocionais  masculinizadas.

Partindo desse principio acho totalmente natural que muitas mulheres (não todas) queiram sim, ter um relacionamento legal, onde haja carinho, afeto, reciprocidade e tantas outras coisas e isso nem sempre significa querer ou esperar um tal príncipe encantado, faz parte de querer se relacionar bem, apenas isso, além do que existem explicações evolucionistas para tal desejo.

Guardada as devidas proporções e exageros, os homens que conscientemente se derem conta do seu papel na sociedade, não só de reprodutor, macho Alpha, mas, de homem completo, que pensa, raciocina, interage, não esconde as emoções, ao contrário, as conhece e lida com elas de forma equilibrada, saberão que tem dentro de si um grande potencial e que se for desenvolvido, com certeza, chegarão a conclusão do quanto a vida pode ser bem mais gratificante do que é agora, sem que deixem de ser, o que naturalmente e testorosamente (essa palavra existe? Sei lá...) falando são, homens.

Para não perder o fio da meada, quero enfatizar o mito do príncipe encantado porque a sociedade e a mídia como um todo, perpetuou a ideia como se somente as mulheres fossem capazes de ficar desejando esse tal príncipe, como se mulheres fossem seres alienados, que vivessem a vida em função disso, muitas podem até ser, mas, creio que a maioria não. Como se o homem fosse isento dessa capacidade de desejar e até buscar uma princesa encantada, ou como melhor dizem, "a mulher ideal", o que é tudo a mesma coisa.

Eu falo aqui como uma observadora, alguém que não só escuta mas, ouve as pessoas, se coloca no lugar do outro, alguém que erra, mas, também acerta. Sendo assim, observei e conversei com alguns homens e pude ver que muitos, mais muitos homens mesmo, vivem também essa ilusão, essa busca pela tal princesa encantada, talvez os motivos e estilos sejam diferentes dos das mulheres e realmente o são, mas, a busca é a mesma a tal perfeição.

Muitos homens quando saem com uma mulher, já estão com um modelo de perfeição estereotipado de mulher ideal em sua mente, já com todos pré-requisitos do que uma mulher deve ou não ter e ser. Ao sair com essa mulher, esse homem ou pode tentar adequá-la a esse modelo, ignorando muitas vezes o fato dessa mulher não ter nada dessa perfeição ( e posteriormente se frustrando, por ela não ter mudado e se transformado na mulher perfeita), isso caso tenha se interessado por ela fisicamente ou vai desistir logo de cara se não se interessar, afinal você não preencheu a listinha dele. Mas, dos dois jeitos ele vai tomar uma decisão, se você serve ou não para ele, somente depois que conseguir transar com você (caso sexualmente você tenha lhe interessado) ou desistir de transar com você, caso perceba que é muito trabalho para pouca coisa ( brincadeirinha, homens não fazem isso - risos...).

Claro que eu coloquei essa situação de uma forma bem generalizada e bem sabemos que muitas mulheres agem da mesma forma com seu check-list e também estou excluindo a parcela de pessoas que são realistas, maduras e tem os pés no chão, que sabem que um relacionamento é algo que se constrói a longo prazo e que para dar certo é preciso que haja real comprometimento de ambos e lidar com o percentual de frustrações que este relacionamento traz.

Mas, o fato é que a grande maioria dos homens também vão para os relacionamentos com um molde já pré-fabricado de mulher perfeita, um ideal, cheio de expectativas e fantasias.

Fantasia essa que muitas das vezes é uma combinação de mãe - mulher - fatal - boazuda que transa com ele. Basicamente é uma mistura de mãe porque essa mulher tem que cuidar dele em todos os sentidos, apoiar, apoiar e apoiar, nunca criticar, sempre dizer o quanto ele é ótimo e perfeito (tal como a mãe que mima o filho e que não quer enxergar os defeitos dele). Mulher - fatal - boazuda porque ela tem que ser fisicamente linda dentro do padrão que ele considera como linda e gostosa e claro, que transe loucamente como um tipo de atriz pornô ninfomaníaca (para que depois ele passe a desconfiar dela e a chamá-la de vagabunda e rodada como muitos fazem). Realizar suas fantasias sexuais mais insanas e sórdidas sem muita frescura, porque homem não gosta de mulher fresca. Ah, mas, claro que homem quer uma mulher com personalidade né? Quer mesmo? Só se for uma personalidade que ele possa de certa forma dominar.

Essa mulher deve ser independente financeiramente porque esse papo de homem bancar mulher já é coisa do passado, mas, ela não pode ser tão independente a ponto de ser mandona em casa ou ganhar muito mais que ele para não humilhá-lo socialmente e economicamente. Ah e também deve ser inteligente, ter faculdade, falar no minimo um idioma estrangeiro, porque ele quer fazer bonito diante da família e amigos, afinal é praticamente um troféu a ser exibido. Também não pode ser ciumenta, mulher pegajosa é fim de carreira! Mas, tem que dar atenção exclusiva a ele, pois, o mesmo não suporta ser desprezado. Detalhe: ele pode sentir ciúmes e ficar te controlando, afinal, ele é homem e homem pode tudo né (na cabecinha dele), até trair e não querer e nem aceitar ser traído. E para que a coisa fique completa, que tal essa mulher também ser uma ótima dona de casa, excelente cozinheira e esperá-lo com o jantar quentinho toda linda e sem cheiro de alho e cebola, por favor, mulher com cheiro de alho e cebola é coisa de mulher desleixada... Para finalizar se eles tiverem filhos, ela tem que ser uma excelente mãe se as crianças estiverem indo bem, o mérito é dele, se não estiver, a culpa é dela das crianças serem assim tão mal-educadas....

Fácil encontrar uma mulher assim não acham? Eu mesma conheço umas dez assim, SÓ QUE NÃO! (risos).


Evidentemente que isso pode parecer um tanto exagerado e realmente o é, assim como toda idealização é. Mas, o mais cômico ou trágico é que esse tipo de idealização realmente existe na cabeça de muitos homens (não de todos) que estão por ai e que nunca encontram a tal mulher da vida deles, homens esses que levam a fama de serem simples e descomplicados, só que na prática não são tão descomplicados assim.

Brincadeiras a parte, exagero ou não, a verdade é que está mais do que na hora de desmistificar essa ideia de que só mulheres buscam seu príncipe encantado e dividir esse fardo com os homens também que procuram a tal princesa tanto quanto nós, mas, com abordagens e estilos diferentes, ainda que a palavra "princesa" não exemplifique bem essa busca.

Alguém discorda, de que muitos homens ( não todos) tem essa ilusão de mulher perfeita? Pode não ser dessa forma que descrevi (apesar de que ela foi baseada em relato de homens reais), mas, essa ilusão existe sim.

Se você é homem e não tem essa ilusão, como conseguiu abrir mão disso, que tal compartilhar sua experiência no blog? E você, mulher, vai viver a vida tentando ser essa mulher perfeita e procurando o homem perfeito ou vai ser feliz hoje, agora, com o que você é e possui?

                                                                  LailaMell